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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ele começa com a mão entre os cabelos dela, chega por trás e puxa, beija seu pescoço, sobe em sentido as orelhas, beija sua face; A toma em seus braços e enfim a beija sua boca. Um beijo ardente, um beijo que a faz perder todo controle.
Ela que a principio pensou em rejeitar aquelas carícias, mas já não era possível. Seu corpo já estava todo tomado pelo calor e pelo desejo que aquele beijo lhe proporcionára. Seus movimentos já não atendiam seus pensamentos e seu corpo já não era mais seu.
E a medida que ele a pegava sentia o arrepio em sua pele, seu suor , sentia a respiração ficar mais ofegante. Ela, por sua vez, sentia que a cada toque sua pegada ficava mais forte, era como se estivesse com fome e que a medida de cada toque essa fome ficava mais feroz, mais voraz. Era tudo que ela queria naquele momento. Não era amor, ela queria ser desejada, cobiçada, devorada, comida. E foi assim que ele fez. A jogou no tapete, e como se seu corpo fosse doce, chocolate, algo assim, ele foi mordendo, beijando, lambendo toda a extensão do seu corpo. Como bicho, louco, foi a dominando. Ele fazia , ela gemia, tudo era maximo, era excesso.
Juntos pareciam um só, quem era quem , impossivel parecia até um nó.
Parecia incansável, animal, frenético, não tinha nada de amor, era só sexo. Não havia carinho, era só impulso movido pelo pelo tesão. Somente apertos, dentes, unha, arranhão. A mão passava , a perna abria. Uma voz sussurrava , a outra gemia. Os corpos se juntavam a pele umedecia
Já não havia mais conversa, só gemido, gritos, respiração, era tão intenso que eles pareciam estar urrando.
Depois de horas nesse transe louco, num gozo intenso, na fraca respiração , de tanto cansaço, envolvido num estranho abraço, eles, quase que num desmaio, durmiram ali mesmo no chão.

by:JO.

Um comentário:

  1. Adorei seu texto, tem muito a ver com algumas coisas que escrevo, me chamou a atenção sua sensualidade animalesca, furia de mulher com palavras de menina.

    Beijos, quando puder conheça meu soneto Quatro paredes em www.poetadevenus.blogspot.com

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